A Lua

A Lua é mentirosa. Engana-nos! Quando tem forma de C está a “mingar”, quando tem a forma de D está a crescer. Por isso é que volta e meia aparece com um O perfeito, de admiração, pois consegue enganar todos quantos olham para o céu.

Foi através da exploração do livro “A Lua” de Britta Teekeutrup que os alunos do 3º ano investigaram as fases da Lua e perceberam a sua influência nos animais, nos diferentes cantos do Mundo.

A ação efetuou-se em maio nas ações do Projeto “Namorar a Lua” baseado no Big 6. O livro foi o mote para os alunos terem termos de pesquisa e conseguirem investigar, através da internet, as diferentes fases da Lua e a razão pela qual se diz “A Lua é mentirosa”.

Advertisements

Fanzine’s da exposição Oriente/Ocidente na BE

Iniciamos o projeto com uma exposição na biblioteca escolar, sensibilizando os alunos e a comunidade para as diferenças culturais existentes entre o Ocidente e o Oriente. Após algumas pesquisas os alunos construíram funzine‘s de acordo com as pesquisas e o tema, mostra-se agora o resultado.

 

Para obteres a tua funzine deves: descargar a imagem escolhida, imprimir tamanha A-4. Depois da impressão deves dobrar a folha, longitudinalmente. Deves voltar a dobrar e, mais uma vez dobrar. Vincar bem. Usar uma régua e um x-ato para cortar no centro da página, abrangendo duas partes das dobras centrais. Após isto deves puxar a parte solta e dobrar para fora, formando as páginas da funzine. Segue as instruções no esquema abaixo.

00.001

 

Contos de Perrault

Com a exploração da obra traduzida por Maria Alberta Menéres desafiamos os alunos a realizarem um taumatropio com os elementos ouvidos das histórias lidas em voz alta.

Foram mostrados alguns brinquedos óticos como o zootrópio, fenaquistoscópio, flipbook e o caleidoscópio, todos associados ao pré-cinema e às imagens em movimento.

Alguns alunos entenderam o conceito de sobreposição de imagens produzindo um movimento simples, outros foram menos felizes, mas todos compreenderam que os filmes de animação são uma sucessão de imagens que depois vai produzir uma imagem animada à qual se associa som e efeitos sonoros, como a queda, a dor…

Uma imagem, uma ideia

Shiva

No final da visita foi dado um momento aos alunos para explorarem, por si, o Museu. Estes deviam escolher uma das suas fotos e indicar as razões da escolha. A Leonor Gonçalves preferiu Shiva, na exposição de José de Guimarães pelas histórias interessantes associadas à deusa Indo e o fascínio que esta representa com as maldades.

Dragão dourado chinês

A Fabiana Moreira escolheu Shiva e o dragão dourado chinês sobretudo pelas histórias que foram contadas sobre estas imagens.

Uma das partes da visita que mais me agradou foi a da Ópera Chinesa, sobretudo pela sua origem e por aquilo em que se tornou. Começou por ser feita por artistas saltimbancos com poucos recurso  sendo, atualmente, uma das artes mais reconhecidas e que melhor transmite a cultura chinesa. Referiu a professora Natália Neves.

A visita ao Fundação Museu do Oriente

por Natália Neves, alunos do 7.º B e CM

No dia 30 de maio, a turma 7.º B visitou a Fundação Museu do Oriente, que completou 30 anos de existência em 2018. Ainda foram a tempo de ver as obras de José de Guimarães e percorreram os espaços da ópera chinesa, do teatro de marionetas, dos deuses chineses e puderam espreitar os samurais e alguns objetos da presença portuguesa na Ásia. O que se relata a seguir é o percurso efetuado pelos alunos.

A Fundação Museu do Oriente localiza-se em Lisboa, em zona privilegiada da capital, junto ao Tejo e à monumentalidade aí existente, como Mosteiros dos Jerónimos, Torre de Belém e demais estruturas museológicas.

A visita abrangeu a exposição de José de Guimarães e a coleção do Museu sobretudo a coleção relativa à Opera Chinesa. Os alunos foram integrados no contexto das relações Portugal-Oirente e a época histórica das descobertas portuguesas pelo guia que percorreu as etapas fundamentais dessa parte da nossa História, desde 1415 até ao momento que se alcançou por via marítima a Índia, com a viagem de Vasco da Gama e os contactos que se seguiram entre portugueses e a cultura chinesa e japonesa.

This slideshow requires JavaScript.

I – As fotografias da exposição de José de Guimarães

II – A ópera chinesa

O teatro representa momentos da vida das pessoas, das Histórias da nações, das lendas e demais mensagens que se queiram fazer passar pela representação. A coleção da Fundação Museu do Oriente possui diferentes figurinos para diferentes textos dramáticos tradicionais chineses, como A Lenda da Serpente Branca ou A Viagem ao Ocidente entre outras. Cada peça é constituída por muitas partes e aquilo que se mostra é apenas uma pequena parte. Cada adereço usado pelo personagem dá indicação ao público qual o seu papel na história, dadas as suas funções ou características, por exemplo os toucados com abas indicam um oficial administrativo superior.

This slideshow requires JavaScript.

A Lenda da Serpente Branca

A Serpente Branca e a Serpente Azul transformam-se em raparigas para viver entre os humanos. A Serpente Branca apaixona-se e casa com Xu Xian. Mas o monge Fahat conta-lhe que a sua mulher é uma serpente. Xu Xian assustado refugia-se no mosteiro do Monte de Ouro. As Serpentes tentam resgatar Xu Xian, com a ajuda de animais aquáticos, mas os generais celestiais conseguem subjuga-los. Estas são autorizadas a viver entre humanos até ao nascimento do filho da Serpente Branca. Emaciado com a devoção da amada Xu Xian procura-a junto ao Lago do Ocidente. Mas a Serpente Azul, indignada com o seu abandono tenta mata-lo. A Serpente Branca intercede e elas retomam a sua vida juntos. Assim que o bebé nasce o monge Fahal prende as duas serpentes num pagode. Estas conseguem libertar-se após a destruição do pagode e decidem vingar-se do monge. Buda é despertado pelo combate e pune Fahal enviando-o para o fundo do mar sob a forma de tartaruga.

A Viagem ao Ocidente

A ópera é inspirada na história do monge Xuanzang que parte para a Índia para estudar o budismo e prurir outras, textos sagrados que passará a vida a traduzir. Algumas das peças em volta desta ideia descrevem a jornada até à Índia e as dificuldades encontradas pelo caminho, muitas das quais sob a forma de espíritos perversos que ele consegue vencer com a ajuda dos seus dois companheiros, o macaco Sun Wukong e o porco Zhu Bajie, Xuanzang é ainda auxiliado pelo Monge das Areias.

 

 

Objetos misturados de José de Guimarães

José de Guimarães artista contemporâneo realizou uma exposição no Museu do Oriente com objetos seus e ligou-os àqueles existentes no Museu de natureza arqueológica e etnográfica. O imaginário de diferentes culturas fazem parte da sua obra e o Oriente é uma delas. José de Guimarães possui um conjunto de peças asiáticas que fazem parte integrante da exposição, é o caso do búfalo de Bali que servia para carregar os corpos em dia de funeral, e o dragão dourado chinês.  Na galeria abaixo podemos ver o conjunto de obras do autor e do Museu.

A imagem que marca esta exposição e é a slot machine, a mesma encontra-se na transição de mundos, a parte negra e labiríntica, início da exposição que abre para um espaço luminoso.

slot machine

A slot machine é o símbolo da ganância a qual foi vencida pelos dois guardiões de túmulos chineses.

Fonte da imagem: Público